
Ninguém apostava nele.
Não era exatamente o cara que aparecia intensamente nas rodas de conversa da empresa.
Parecia até muito econômico nas falas e nos apertos de mão quando a diretoria estava presente nos eventos e reuniões.
Poderia se considerar que não era de mostrar ou divulgar muito os seus resultados.
Para nós colegas, que somos bons observadores sempre de plantão, o sujeito era até “muito sombra”, pois só aparecia na última fila da fotografia com aquela cabecinha inexpressiva ao fundo.
Se fôssemos imaginar uma cena com a turma representando os seus papéis e competências na empresa, no máximo, ele seria o operador de holofote.
Ele dava muito brilho aos outros, pois se posicionava bastante no apoio; na verdade, isso não era ruim para nós já que, com alguém assim tão dedicado à empresa, nos sobrava mais tempo para uma visita de cortesia à sala do diretor.
Não queremos pegar no pé do cidadão não, mas, em questão de brilho pessoal, ele estava mais para moldura do que para espelho.
Achamos que essa humildade meio beneditina dele passava uma imagem de falta de garra, de ambição, de jogo de cintura, de punch, de drive.
Era um cara comum que - diziam - fazia coisas de maneira incomum. Falavam que ele era criativo, mas há controvérsias, pois ele freqüentava pouco a caixa de sugestões da empresa e, na sua unidade de negócios, nunca ouvimos os rojões de comemoração a algum feito especial dele... a não ser um dia que o Diretor lhe convidou para um café de trabalho.
Deve ter sido um desses dias que o Diretor estava de bom humor pois, com certeza, ele não era o que podemos chamar de uma companhia requisitada.
Nas reuniões ele mais ouvia do que falava dando aquela impressão de amarradão. Para você não pensar que estamos perseguindo o caro colega, é certo que, vez ou outra, ele tinha umas intervenções brilhantes, talvez fruto de nossas falas precedentes que abriam caminho para suas conclusões.
Achamos que ele nem sabe o que quer dizer network. Nos alegres encontros nos barzinhos era ausência certa, pois, sem nenhuma maldade, era um caxias que fazia um curso universitário de Administração e estava sempre correndo do trabalho para a faculdade. Por falar nisso, às vezes aquele cheirinho de desodorante vencido...
Lembramos apenas uma exceção que ele fez quando compareceu a uma dessas homenagens para as funcionárias no dia Internacional da Mulher. Ficamos até pensando se ele...
Não que ele fosse chato! Até que ria de algumas piadas nossas, mas logo ele vinha com aquelas perguntas capciosas do tipo: - Vocês já leram o livro ¨ Um pavão na terra dos pingüins” ?
Bem... não somos de ter preconceito... mas, a nossa surpresa é que, de repente, ele é o líder na organização !
Não era exatamente o cara que aparecia intensamente nas rodas de conversa da empresa.
Parecia até muito econômico nas falas e nos apertos de mão quando a diretoria estava presente nos eventos e reuniões.
Poderia se considerar que não era de mostrar ou divulgar muito os seus resultados.
Para nós colegas, que somos bons observadores sempre de plantão, o sujeito era até “muito sombra”, pois só aparecia na última fila da fotografia com aquela cabecinha inexpressiva ao fundo.
Se fôssemos imaginar uma cena com a turma representando os seus papéis e competências na empresa, no máximo, ele seria o operador de holofote.
Ele dava muito brilho aos outros, pois se posicionava bastante no apoio; na verdade, isso não era ruim para nós já que, com alguém assim tão dedicado à empresa, nos sobrava mais tempo para uma visita de cortesia à sala do diretor.
Não queremos pegar no pé do cidadão não, mas, em questão de brilho pessoal, ele estava mais para moldura do que para espelho.
Achamos que essa humildade meio beneditina dele passava uma imagem de falta de garra, de ambição, de jogo de cintura, de punch, de drive.
Era um cara comum que - diziam - fazia coisas de maneira incomum. Falavam que ele era criativo, mas há controvérsias, pois ele freqüentava pouco a caixa de sugestões da empresa e, na sua unidade de negócios, nunca ouvimos os rojões de comemoração a algum feito especial dele... a não ser um dia que o Diretor lhe convidou para um café de trabalho.
Deve ter sido um desses dias que o Diretor estava de bom humor pois, com certeza, ele não era o que podemos chamar de uma companhia requisitada.
Nas reuniões ele mais ouvia do que falava dando aquela impressão de amarradão. Para você não pensar que estamos perseguindo o caro colega, é certo que, vez ou outra, ele tinha umas intervenções brilhantes, talvez fruto de nossas falas precedentes que abriam caminho para suas conclusões.
Achamos que ele nem sabe o que quer dizer network. Nos alegres encontros nos barzinhos era ausência certa, pois, sem nenhuma maldade, era um caxias que fazia um curso universitário de Administração e estava sempre correndo do trabalho para a faculdade. Por falar nisso, às vezes aquele cheirinho de desodorante vencido...
Lembramos apenas uma exceção que ele fez quando compareceu a uma dessas homenagens para as funcionárias no dia Internacional da Mulher. Ficamos até pensando se ele...
Não que ele fosse chato! Até que ria de algumas piadas nossas, mas logo ele vinha com aquelas perguntas capciosas do tipo: - Vocês já leram o livro ¨ Um pavão na terra dos pingüins” ?
Bem... não somos de ter preconceito... mas, a nossa surpresa é que, de repente, ele é o líder na organização !

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